Conhecido por ter governado São Paulo e de ter vários cargos políticos mas, também, por denúncias e condenações por corrupção, o deputado federal afastado (PP-SP), Paulo Salim Maluf completa na próxima terça-feira (03) 88 anos. Ele terá que comemorar o aniversário em casa porque desde março do ano passado, graças a uma decisão monocrática do atual presidente do STF, ministro Dias Toffoli, está em prisão domiciliar. Maluf estava cumprindo pena definitiva, no Presídio da Papuda, em Brasília, por ter sido condenado pelo crime de lavagem de dinheiro.

Na decisão, o ministro entendeu que exames protocolados pelos advogados do deputado mostram que Maluf passava por graves problemas de saúde e não poderia continuar na prisão. A defesa de Maluf tentava a concessão da prisão domiciliar desde a primeira instância da Justiça em Brasília. Antes de chegar ao STF, todos os pedidos dos advogados para que o deputado fosse solto foram negados.

Maluf foi condenado no ano passado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de lavagem de dinheiro. Ele foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter recebido propina em contratos públicos com as empreiteiras Mendes Júnior e OAS quando era prefeito de São Paulo (1993-1996). Os recursos foram desviados da construção da Avenida Água Espraiada, hoje chamada Avenida Roberto Marinho, de acordo com a denúncia. O custo total da obra foi cerca de R$ 800 milhões.