A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, está reunida a portas fechadas com os presidentes dos tribunais de justiça da região Norte, na sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A ida de Cármen Lúcia a Manaus ocorre três dias depois da rebelião que terminou com 56 presos mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), entre os dias 1º e 2 de janeiro, e que motivou a reunião dos judiciários da Região Norte.

Nesta quarta-feira (4), Cármen Lúcia, que também preside o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), recebeu em seu gabinete o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, com quem também discutiu a situação das prisões brasileiras. Por questões de segurança, não estão previstas visitas de Cármen Lúcia a presídios locais. Desde que assumiu o comando do Judiciário, em setembro, a ministra tem feito visitas surpresa a penitenciárias do país e já esteve em unidades prisionais no Distrito Federal, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.