O direitoglobal.com.br perguntou hoje (8), a várias personalidades, sobre o Bar Luiz, localizado na região central do Rio de Janeiro, e que, após 132 anos de funcionamento ininterrupto, vai fechar as portas no próximo dia 14. A proprietária, Rosana Santos, que está no bar há 35 anos, justifica a medida drástica: ”a rua da Carioca está quase deserta, o poder de consumo está muito baixo, e não vejo uma mudança acontecer com a mesma força que nos deixou na condição atual”.

Ministro Francisco Rezek – ministro aposentado do STF, ex-Chanceler e ex-juiz da Corte Internacional da Haia . Atualmente é advogado em São Paulo: O Bar do Luiz não. Conheço o restaurante “A Cabaça Grande” (Ouvidor, 12), que freqüentei na adolescência com meu pai. Ali conheci, já pelos dezesseis anos, os mexilhões (que os cariocas chamam de ‘mariscos’). Fui lá pela última vez há trinta anos, na boa companhia de José Maria da Silva.

Sérgio Batalha – advogado no Rio de Janeiro – É uma triste ironia o fechamento do bar Luiz neste momento da nossa história. O bar tinha um proprietário alemão e se chamava Adolph até a Segunda Guerra Mundial. Quase foi depredado por estudantes, seu proprietário se naturalizou brasileiro e deu o seu novo nome (Luiz) ao bar. Ou seja, um bar que mudou de nome em função do fascismo, desaparece quando ele ressurge em nosso país.

Nicola Manna Piraino – advogado no Rio de Janeiro – Não era assíduo. Mas a fama do melhor chope do Rio e da melhor salada de batata com maionese eram marcas registradas do Bar Luiz. A Rua da Carioca ficará mais triste, com o fechamento do histórico Bar Luiz.

Paulo Castelo Branco – advogado que morou no Rio de Janeiro e há vários anos tem escritório em Brasília – Naqueles bons tempos eu não tinha grana. Só dava para pagar o bonde, mesmo assim se não desse jeito de andar no estribo e pular, de costas, quando o cobrador se aproximava.

José Roberto Padilha – jornalista e ex-jogador profissional do Fluminense e Flamengo – Era tão obcecado pela atividade física, me cuidava tanto para dar boa vida ao Marco Antonio e ao Junior, que não conheci o bar do Luiz. Conheci o Rei das Vitaminas, a esquina dos sucos e o Ovomaltine do Bob’s. Azar o meu. Como você queria que colocase Mário Sérgio no banco de reservas se tivesse direito a um chope escuro da Brahma com um Filé à Osvaldo Aranha?

Reginaldo Oscar de Castro – advogado em Brasília e ex-presidente nacional da OAB – Não tive esse prazer

Emerson Sousa – jornalista – Triste com o fechamento do Bar Luiz, reduto de muitas historias e encontros historicos. Frequentei muito o local que guarda uma das mais ricas e memoraveis cronicas da historia da cidade do Rio de Janeiro. Triste o fim do bar dia 14. Levará pedaços de muitos corações e deixarah por toda a rua da Carioca um suave perfume de saudade.