Há duas semanas 90 galos foram apreendidos pela Polícia Civil e Ministério Público da Bahia (MP-BA), município de Luis Eduardo Magalhães em uma operação denominada “Canta Galo”. Na ocasião, cerca de 150 pessoas chegaram a ser presas na rinha clandestina, que funcionava às margens da BR-020. Na rinha, os animais eram postos pra brigar numa espécie de arena. Os apostadores assistiam a tudo de camarote.

Os galos apreendidos, após decisão judicial, foram abatidos em uma indústria de processamento de aves. Desde o dia 26 de julho, quando foram apreendidos, os galos estavam no antigo pátio da delegacia do município, mas foi solicitado o abatimento por não haver condições de mantê-los no local.

Na decisão judicial, o juiz Flávio Ferrari esclareceu que tentou de várias formas evitar o sacrifício dos galos, mas que órgãos de defesa, como Ibama e Secretaria do Meio Ambiente não tinham onde colocar as aves. Conforme o documento judicial, o Ministério Público, que acompanhou o caso, pediu a transferência dos animais para uma comunidade terapêutica da cidade, com o objetivo das aves servirem de alimento para as pessoas atendidas pela instituição.

No entanto, um parecer técnico apresentado por um médico veterinário, apontou a impossibilidade dos galos serem utilizados para alimentação, já que eles foram submetidos a stress continuado, traumas, e tratados com procedimentos veterinários inapropriados, devido a ferimentos causadas pelas lutas.

Ainda na decisão, o juiz acrescenta que consta no laudo que a carne dos animais não servia para consumo humano, por conta dos hormônios que recebiam. A Justiça disse, também, que não tinha como ser feita a doação dos galos para Ongs, por exemplo, porque todos foram treinados para matar.