O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-integrante da Corte Internacional da Haia, Francisco Rezek disse hoje (15) que ajudará na defesa “pro-bono”, isto é, não cobrará honorários, de Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba, nos processos que responde no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Mineiro de Cristina, Rezek foi ministro do STF em duas ocasiões: de 1983 a 1990 e de 1992 a 1997.

Sua entrada no caso se dá a pedido da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), principal entidade de classe dos procuradores, após o saída da causa do advogados Eduardo Mendonça e Felipe de Melo Fonte. “A ANPR, de que fui um dos fundadores em 22 de setembro de 1973, pediu-me hoje que ajudasse na defesa do procurador Dallagnol junto ao Conselho”, afirmou Rezek esta noite ao UOL.

Rezek é da primeira geração de procuradores da República – posição ocupada por Dallagnol desde 2003 – admitida por concurso público no país. “Já respondi que ajudarei na medida de minhas possibilidades, e que o farei ‘pro bono'”, disse Rezek, que também presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na primeira eleição presidencial após 25 anos de regime militar e foi também ministro das Relações Exteriores.