Saiu no blog da jornalista Carolina Brígido: O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, bem que tentou, mas não conseguiu manter Márcio Schiefler em Brasília.

Na cúpula do Judiciário, Schiefler é conhecido como um grande especialista em Lava Jato. Foi juiz auxiliar do ministro Teori Zavascki, primeiro relator na Corte dos processos sobre o esquema de desvios da Petrobras.

Quando Zavascki morreu em um acidente aéreo, em janeiro em 2017, os processos foram transferidos para Edson Fachin – e Schiefler foi junto para assessorar o novo relator. Mas logo deixou o STF para assumir uma das cadeiras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O mandato de Schiefler no CNJ terminou no último dia 9. Toffoli convidou o juiz para integrar sua equipe no STF. Fachin também demonstrou interesse em ter o magistrado de volta. Mas as investidas não funcionaram.

O magistrado rumou para Santa Catarina, seu estado natal. Em Joinville, assumiu duas varas: uma de fazenda pública e uma do tribunal do júri. Já no dia 10 presidiu um júri que resultou na condenação de um homem por feminicídio.

Seguindo os moldes de Zavascki e Fachin, Schiefler puniu o criminoso com rigor: 14 anos de prisão, em regime fechado.

O réu tem 49 anos e foi acusado de matar a mulher, de 35 anos. O casal estava junto há oito anos, em um relacionamento pautado pela violência física e verbal.

Em setembro do ano passado, o marido vendeu uma televisão para usar o dinheiro na compra de drogas. A mulher reclamou e, irritado com a discussão, o homem desferiu dez golpes com faca no pescoço e no tórax da vítima.

O corpo só foi encontrado três dias depois, enrolado em um colchão, no quarto do casal. O réu, que foi preso em flagrante, continuará atrás das grades.