“É de extrema importância e urgência o governo brasileiro regulamentar o uso medicinal da planta da maconha (canabidiol) para evitar a dor de muitas famílias em todo o país. Precisamos fazer com que o governo veja a necessidade de facilitar a vida dessas pessoas, de regulamentar o plantio para uso medicinal, pois os preços dos produtos importados sofrem com a variação do dólar”. A afirmação é da advogada criminalista em Brasília, Daniela Tamanini, ao comentar a declaração dada esta semana pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros: ” O presidente da República, Jair Bolsonaro é a favor de maconha medicinal”.

Daniela Tamanini nasceu em Brasília mas tem laços gaúchos. É sobrinha-neta do saudoso piloto de caça da Força Aérea Brasileira (FAB), Irineu Carlos Tamanini que faleceu em desastre aéreo na cidade de Vacaria no dia 4 de julho de 1947. Tinha apenas 19 anos. Naquela época não havia Pirassununga. Foi criado um Quadro de Oficiais (CPOR) para formar pilotos e enviar para a guerra. O primeiro estágio era no galeão O segundo estágio era em Cumbica( aviões Vultee) e o terceiro e último estágio em Canoas (Porto Alegre) Aviões N A A T 6 avião de caça) , O prefixo do avião dele era NA AT 6 D. 1329.

Ela cuidou recentemente de casos que deram repercussão nacional, como de Júlia Medeiros, uma jovem que conseguiu a autorização na justiça para plantar cannabis. Ela se notabilizou , por exemplo, fpor conseguir a primeira decisão brasileira em 2a Instância, em sede de Habeas Corpus Preventivo, para garantir o cultivo medicinal da Cannabis. Acórdão proferido pela 1a Turma Criminal – Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Foi também responsável pela primeira decisão mineira, em sede de Habeas Corpus Preventivo, para garantir o cultivo medicinal da Cannabis. Decisão singular do juízo da 3a Vara Criminal de Uberlândia.

Júlia Medeiros nasceu com a síndrome de Silver Russell, mas o seu maior problema de saúde não está relacionado a esta síndrome. A hemiparesia, paralisação de um dos lados do corpo, e as fortes dores crônicas que ela sente são em decorrência de um edema cerebral ocorrido aos 3 anos de idade causado pelo uso de um medicamento comum: a nimesulida, que gerou uma reação alérgica.

Aos 15 anos Júlia tomava rivotril e medicamentos à base de morfina. A cannabis foi a única medicação que fez efeito para ela e por isso sua família tomou as medidas legais para poder plantar e administrar o próprio remédio.
É importante lembrar que casos como o de Júlia não deveriam ser raros, já que a Lei de Drogas (Lei 11.343) prevê a autorização do plantio de cannabis para fins medicinais e científicos desde que haja fiscalização.