Vejam o que defendeu há treze anos o então presidente nacional da OAB, Roberto Busato. Apesar da campanha maciça, nada mudou no país. Continua “tudo como dantes no quartel d’Abrantes”.

Manaus, 29/09/2006 – O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, fez hoje (29) duras críticas ao instituto da reeleição e defendeu que o próximo Presidente da República deveria enviar uma mensagem ao Congresso Nacional, logo após tomar posse, propondo o fim deste instituto. “Não falo da reeleição de Lula pois tivemos os mesmos problemas na segunda eleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Estamos vivendo hoje um sistema onde o primeiro mandato é de preparo para mais um período no cargo e depois ele passa o segundo mandato pagando a reeleição”. Busato garantiu que o sistema não deu certo desde a sua implantação, isto é, nem com FHC e nem com Lula.

Para o presidente nacional da OAB é também urgente que futuro Presidente da República promova uma ampla reforma política. “Todos os partidos e correntes ideológicas, sem exceção, proclamam a reforma política prioritária e urgente, mas ninguém até aqui movimentou-se objetivamente para que se materializasse”, afirmou Busato. “A reforma política, não obstante sua reconhecida urgência, tem sido postergada por sucessivos governos e, de adiamento em adiamento, chegamos ao limite”.

Busato esteve em Manaus visitando a sede da Seccional da OAB onde foi recebido pelo presidente da entidade, Alberto Simonetti e demais diretores da OAB. Estiveram presentes,ainda, dois desembargadores do Tribunal de Justiça do Amazonas e que chegaram ao cargo pelo quinto constitucional: Domingos Jorge Chalub e João de Jesus Abdala Simões.

Durante a visita à Seccional, Busato fez a entrega de novos computadores para a entidade a exemplo do que tem feito em todo o país.