O ministro Antonio Neder – nascido em 22 de junho de 1911, no município de Além Paraíba, na Vila Dr. Astolfo, que hoje compõe o município de Pirapetinga, Minas Gerais – foi um dos presidentes mais austeros da história do Supremo Tribunal Federal (STF). Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro foi nomeado para o antigo Tribunal Federal de Recursos (TFR). Posteriormente, foi nomeado para o STF pelo Presidente da República Emílio Garrastazu Médici, na vaga decorrente da aposentadoria do ministro Adaucto Lucio Cardoso, vindo a tomar posse no dia 28 de abril de 1971.

m fevereiro de 1979 assumiu como presidente da Corte. Durante sua administração, foi instalado, em 17 de maio de 1979, o Conselho Nacional da Magistratura. Também foi adquirida a biblioteca que pertenceu ao consagrado jurista Pontes de Miranda, no total de 16.000 volumes, além de seu valioso fichário. No entanto, o fato que mais chamou a atenção na gestão Neder foi a sua decisão de economizar ao máximo o dinheiro público que era destinado pela União para os gastos do STF. A economia foi tão grande que no seu primeiro ano de mandato ele teve que devolver o que sobrou para os cofres públicos. O fato, segundo um assessor de Neder, nunca tinha acontecido.

Em 10 de junho de 1981 foi aposentado, quando contava mais de 44 anos de serviços à Justiça. Após a aposentadoria passou a emitir pareceres e dedicou-se à organização de sua vasta biblioteca, em Petrópolis. Faleceu, nessa cidade, em 1º de agosto de 2003, sendo sepultado em Pirapetinga, sua terra natal.