Dados históricos: no dia 27 de agosto de 1980 um fato marcou a vida do país. Neste dia, explodia uma bomba na sede do Conselho Federal da OAB ( a sede ainda era no Rio de Janeiro ) vitimando a secretária do presidente da entidade na época, Eduardo Seabra Fagundes. O seu vice-presidente era o advogado Sepúlveda Pertence, futuramente Procurador-Geral da República, presidente do STF e do TSE.

O detalhe é que a bomba, enviada em uma carta, tinha endereço bem definido: o presidente Seabra Fagundes. Neste dia e horário o presidente da OAB estava viajando e quem estava na interinidade da presidência era o seu vice. Pertence havia saído para almoçar com amigos e demorou para retornar ao gabinete. Dona Lyda Monteiro, que tinha mesa na entrada do gabinete, para adiantar o serviço, abriu as correspondências. Em uma delas havia a bomba que explodiu nas suas mãos.

Se tivesse voltado um pouco mais cedo do almoço e se dona Lyda tivesse repassado a carta, Sepúlveda Pertence teria sido a vitima fatal da bomba da OAB.