Justiça na praia

O Judiciário paraense vai estrear sua nova unidade móvel durante o projeto “Verão com Justiça e Cidadania”. A primeira participação da carreta itinerante será hoje (18) e amanhã (19), em Salinópolis. O veículo continuará no município no final de semana seguinte, 25 e 26 de julho, a fim de garantir segurança e reduzir a violência nos balneários durante as férias escolares. Nos outros períodos do ano, a carreta atuará em ações itinerantes de atendimento ao público, na periferia da capital e no interior do Estado. Equipado e climatizado, o posto móvel dispõe de espaços de atendimento e espera, gabinetes, três salas de audiência e banheiro, além de uma sala de avanço lateral e um palco retrátil. A estrutura do posto é dotada de gerador de energia e antenas satélites, tecnologias que garantem o funcionamento do posto mesmo em lugares distantes.

 

 

Cai Oliveira Bastos

Era repórter recém-chegado (foca mesmo) ao Correio Braziliense graças a três pessoas que guardo no fundo do meu coração. Pela ordem: Alberto de Sá Filho, Carlos Alberto Lima e José Natal. A minha vida jornalística começou com o apoio dos três. Cabeludo, vindo do Rio de Janeiro, estava na redação quando veio até à Editoria de Esportes o editor do jornal, o temido Oliveira Bastos. Ele chegou para conversar com o Natal e sentou na quina da mesa do Randal Junqueira (diagramador). O problema é que a mesa estava apenas com três pés. Como não tinha juízo, falei em voz alta: quase que o Oliveira Bastos vira manchete do jornal de amanhã. Ele olhou pra mim e perguntou: qual manchete ? Eu disse, com toda tranquilidade: Cai Oliveira Bastos. O Natal e o Randal ficaram brancos. Graças a Deus, o Oliveira adorou a brincadeira. Caso contrário, a minha vida de repórter teria sido muito curta no jornal que meu a primeira chance e onde trabalhei de 1975 a 1982.

Amor, te prepara …

Fomos para a cobertura jornalística de uma visita do então presidente João Figueiredo a um país da América Latina. Para não gastar o dinheiro da diária com ligações telefônicas internacionais , os jornalistas da EBN usavam a “caixa de sapato” – uma espécie de linha aberta 24 horas entre a Rádio Nacional e o local onde estava o Presidente da República. Depois de vários dias de cobertura árdua, o repórter-fotográfico Jankiel Gonzgarowski pediu para usar a linha em uma ligação particular. O pessoal da Rádio Nacional fez então a ponte para o telefone da residência do Jankiel. Um funcionário da Rádio – não sei se de brincadeira ou de propósito – deixou o auto-falante ligado e todos que estavam no estúdio puderam ouvir a conversa do casal. Antes de se despedir, Jankiel não aguentou a saudade de casa e abriu o coração: Amor, te prepara. Não comi ninguém na viagem. Amanhã estarei em casa. Beijos.

O famoso quem de Tancredo

 Não posso deixar de contar uma história bem engraçada ocorrida logo após Tancredo Neves ter sido eleito presidente da República. Diariamente , íamos para a Granja do Riacho Fundo  cobrir jornalisticamente as inúmeras visitas ilustres que o presidente eleito recebia. Muitos, certamente, seriam convidados para ocupar cargos importantes no futuro governo. No entanto, a maioria era de desconhecidos para os repórteres. Certo dia, já cansado de entrevistar tanta gente que chegava e saia da Granja do Riacho Fundo, o sempre irreverente Gougon (na época era repórter do Estado de Minas) correu para saber quem estava chegando na residência oficial de Tancredo. O senhor é o famoso quem?, perguntou Gougon ao visitante ilustre. Ninguém aguentou a brincadeira e a gargalhada foi geral. Menos do famoso.

A certeza de Pertence

Certo dia no Supremo  Tribunal Federal perguntei ao ministro Sepúlveda Pertence – torcedor doente do Atlético Mineiro – se ele sabia o time de coração do seu colega, o também mineiro Mauricio Correa. Não sei – disse Pertence – para logo em seguida fazer uma afirmação: ele tem todo o tipo de cruzeirense. Resolvi então acabar com o mistério. Perguntei ao ministro Mauricio Correa qual era o time que ele torcida em Minas. De bate-pronto ele respondeu: sou cruzeirense. Como o ministro Pertence tinha a quase certeza que o colega era do time contrário, eu até hoje não sei. Vou perguntar ao próprio Pertence.

Coice de porco

Luisinho Augusto Mendonça, mais conhecido como Luisinho, era repórter da Rádio Nacional de Brasília e cobria um jogo do campeonato local no Pelezão. No meio da partida, um sargento da PM perdeu o controle depois de uma briga generalizada entre os jogadores das duas equipes e deu dois tiros para o alto. O narrador da Rádio era o gaúcho Nilson Nelson, o mesmo que dá o nome ao ginásio de esportes de Brasília. Luisinho estava na beira do campo e o Nilson pedia no ar que ele fosse até o sargento para perguntar o motivo dele ter dado dois tiros em pleno gramado. Nilson estava quase ficando rouco, quando Luisinho finalmente entre no ar e explica o motivo de não poder ir até o local onde estava o militar: “o cabo do meu microfone é mais curto do que coice de porco”.

OAB cobra punição

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coêlho cobrou hoje (17), com veemência, punição de todos aqueles que praticaram crimes contra o patrimônio do povo brasileiro: a Petrobras. “A OAB entende que a sociedade, ao mesmo tempo que deve apoiar os órgãos de investigação, como a Polícia Federal e o Ministério Público, também deve estar atenta para eventuais abusos, que, ao invés de resultarem em punição a criminosos, podem levar à anulação de processos”, afirmou. A OAB espera que nossa jovem democracia tenha capacidade de manter a separação entre os Poderes; que o Ministério Público possa fazer seu trabalho sem pressões políticas; que as defesas sejam respeitadas em todas as suas prerrogativas; e que o Judiciário possa julgar sem embaraços e com imparcialidade. “A sociedade brasileira e a OAB clamam por um basta à corrupção”, disse..

 

Inquérito contra Lula

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou hoje (17) com pedido no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para suspender o inquérito aberto pelo Ministério Público Federal (MPF) para investigá-lo por tráfico de influência. Segundo o processo de investigação aberto pelo procurador Valtan Timbó Mendes Furtado, da Procuradoria da República no Distrito Federal, na quinta-feira (16), o objetivo é averiguar suposto tráfico de influência internacional do ex-presidente Lula para favorecer a Construtora Odebrecht, uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.Os advogados do ex-presidente argumentam que Valtan Furtado teria interferido em apuração conduzida pela procuradora Mirella Aguiar, que está de férias. Ainda de acordo com o pedido de suspensão, é falso o argumento usado pelo procurador para pedir a instauração do processo: a iminência de esgotamento do prazo de tramitação. (ABr)

Na cara, não …

A história abaixo é contada pelo incorrigível repórter Emerson Sousa:
Falar na nossa querida Valéria Sfair que se foi, vcs lembram da história do Fecury, em Vitória, que colocamos no meio da noite para andar de uma ponta da av. até a outra para um encontro com uma tal Valéria? E a dor de barriga do velho Pereira no Rio Grande do Sul, após se empanturrar de comer churrasco de costela gorda e ter a maior dor de barriga a bordo de um aviãozinho com seis lugares. E o pior, fez a bordo mesmo dentro de um saquinho para enjôo com o herói Stuckert segurando o saco, enquanto Pereira de cócoras na cadeira se espremia todo. O aviãozinho chocoalhava, chocoalhava, todo mundo prenendo a respiração, quando se ouviu um grito estridente do Stukão: “Na cara não, porra!”

Os vivos e os mortos

A história abaixo foi contada no Painel da Folha de S.Paulo em 6 de agosto de 2009:

Francisco Fausto, ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, é conhecido pelo jeito brincalhão, que continua a exercitar com quem o visita em sua casa em Natal.Tempos atrás, juízes do TRT potiguar resolveram dar o nome do ministro aposentado à nova sede do tribunal. Mas surgiu um obstáculo: pela lei, apenas mortos podem batizar ruas, monumentos e edifícios. Não demorou muito, porém, e um comunicado do CNJ abriu exceção: também os aposentados podem ser homenageados nos nomes de prédios da Justiça. Beneficiado pela mudança, que viabilizou a homenagem, Fausto brincou:-Fiquei preocupado com esse desfecho, pois virei um cara que, de aposentado, acabou equiparado aos mortos.