A diretoria do Flamengo optou por segurar as negociações para contratar jogadores, principalmente os que estão no exterior. O motivo é cautela em função de um processo do Banco Central que pede penhora de quase R$ 127 milhões, referente a irregularidades em negociações em moeda estrangeira entre 1993 e 1998. Em 2013, a multa era de R$ 38.367.280,00, mas os valores foram corrigidos com o passar dos anos. O Flamengo tenta reduzir no Superior Tribunal de Justiça (STJ) a penhora para R$ 10,6 milhões e a votação já começou, com um voto a favor do rubro-negro. Restam mais quatro votos.
Apesar de otimismo entre os rubro-negros de um desfecho positivo, há o risco de perder na Justiça, o que comprometeria o orçamento de 2022. O processo do Banco Central se arrasta há anos e envolve vários jogadores conhecidos da torcida. O caso mais emblemático é o da venda de Sávio ao Real Madrid, sob a gestão do então presidente Kleber Leite. O problema é que em janeiro deste ano a 9ª Vara Federal de Execução Fiscal da Justiça Federal do Rio aceitou a penhora de R$ 126.998.514,57.
A ação do Bacen examina irregularidades em negociações feitas no período entre 1993 e 1998, em moeda estrangeira. A mais impactante envolve a venda de Sávio ao Real Madrid, concretizada pelo então presidente Kléber Leite em 1997, por aproximadamente 20 milhões de dólares com o envolvimento de Zé Roberto, ex-meia, no acordo.
O Bacen aponta como irregularidade o fato de Zé Roberto sido incluído como parte da negociação, visto que compensou US$ 8 milhões dos US$ 19,4 milhões declarados à época.
Em janeiro de 2022, a 9ª Vara Federal de Execução Fiscal da Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou penhora de R$ 126.998.514,57 devido aos problemas citados. O valor original da multa, aplicada em 2013, foi de R$ 38.367.280,00. No entanto, com o passar dos anos, o mesmo foi corrigido.
Inicialmente, o Banco Central aceitou como garantia a penhora de imóveis do Ninho do Urubu, avaliado à época em R$ 77.430.000. Em 2019, solicitou que a execução fosse feita com depósito em dinheiro sob a argumentação de que matrículas dos imóveis no CT não estavam regularizadas.
Por outro lado, o Flamengo entrou com uma ação anulatória e, segundo o Ge, está confiante de que vai conseguir reduzir a penhora de R$ 127 milhões para R$ 10,6 milhões. Até o momento, o clube está vencendo o processo por 1 a 0 e faltam outros quatro votos para a conclusão.
Caso consiga a redução do valor, o Flamengo não sofreria danos já que o dinheiro da penhora já está sendo arrecadado e caindo na conta judicial. Já foram depositados em juízo mais de R$ 10,6 milhões por conta de mandados. Já se o Flamengo derrubar a penhora, por exemplo, ainda consegue levantar parte do que já perdeu.

