Se fosse vivo o ex-vice-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), Aristoteles Atheniense, completaria hoje (01.02), 90 anos. Nascido em Rio Novo (MG)foi o primogênito de três filhos, sendo os pais Lafayette Dutra Atheniense, advogado, promotor de justiça e juiz de direito, e Conceição Dutra de Araújo Atheniense. Faleceu em 3 de julho de 1990 em Belo Horizonte.
Aos onze anos, ingressou no Instituto Granbery de Juiz de Fora, transferindo-se dois anos depois para o Ginásio Municipal de Rio Novo, onde foi escolhido como orador da turma. Aristoteles Atheniense formou-se no curso de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1959. No mesmo ano, deu início às atividades de seu escritório, que, em 1983, foi convertido na sociedade Aristoteles Atheniense Advogados, atuando, prioritariamente, em segunda instância em Belo Horizonte e nos Tribunais Superiores, em Brasília.
Foi presidente da seccional mineira por dois mandatos (1979 a 1983) também foi Secretário Geral do Conselho Federal (1993/1995) além disso, também foi vice-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil de 2004 a 2007. Também ocupou o cargos de presidente da Comissão de Relações Internacionais do Conselho Federal da OAB (2007/10) e de conselheiro Federal da OAB de Minas Gerais em quatro mandatos (1991/93; 1993/95; 2004/07; 2007/10). Ademais, foi professor de direito na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Foi um dos advogados mais respeitados do meio advocatício mineiro.
Recebeu o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte, Uberaba, Salinas e Pitangui. No ano de 2010, recebeu a comenda “Advogado do Ano” do Instituto dos Advogados de Minas Gerais (IAMG), como reconhecimento pelos cinquenta anos de exercício da advocacia. Em 2012, foi homenageado com a obra “Advocacia nos Tribunais”, organizado pelas advogadas Maria Fernanda Pires de Carvalho Pereira e Raquel Dias da Silveira, pelo meio século de atividade exercida. O livro reuniu textos de trinta juristas de renome, relacionados ao processo civil.
Em 2019, recebeu a “Medalha Desembargador Hélio Costa”, comenda conferida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais às pessoas que tenham prestado relevantes serviços ao Poder Judiciário local.

