Em decisão liminar, a Justiça paulista determinou ao São Paulo que disponibilize dois ingressos para uma advogada que é sócia-torcedora do clube e que não conseguiu comprar entradas para o jogo de domingo, contra o Flamengo, pelo segundo jogo da decisão da Copa do Brasil. A defesa do São Paulo já recorreu.
A venda de ingressos para o jogo começou no dia 7 de setembro, exclusivamente para sócios do plano Diamante, o mais caro (R$ 200 por mês), e se esgotou em poucas horas, o que frustrou sócios dos demais planos, que não conseguiram comprar os bilhetes. Na ação, a advogada informa que é membro do plano Preto, pelo qual paga R$ 74,55 mensais, e defende que não teve prioridade concedida.
Na decisão, a juíza Fabiana Kumai, do Juizado Especial Cível do Foro do Butantã, deu 48 horas para que o São Paulo cumprisse a ordem sob pena de multa diária de R$ 1.000.
O São Paulo apresentou contestação no mesmo dia. Na defesa, o clube afirma que, ao contrário do que afirma a torcedora, o plano não dá a seu membro a garantia de compra de ingresso, mas uma “janela de prioridade/preferência”. A argumentação dos advogados do clube é de que todos os ingressos destinados a sócios-torcedores foram vendidos. Eles apresentam números.
Segundo o documento, a carga máxima do Morumbi para a partida é de 64.213 ingressos, sendo que aos sócios-torcedores foram destinados 26.814 bilhetes, o equivalente a 41% da capacidade do estádio. Nesta terça, segundo o site do programa, o clube tinha 62.984 sócios-torcedores. No dia 16 de agosto, quando o São Paulo bateu o Corinthians e se classificou para a final da Copa do Brasil, eram cerca de 50.300.
Esgotado o primeiro lote a sócios, o São Paulo abriu a venda excepcional de mais 3.997 ingressos a membros dos demais planos que não conseguiram comprar na primeira janela de vendas, quantidade que também foi vendida rapidamente.
As demais entradas, segundo a defesa, foram disponibilizadas a patrocinadores e parceiros comerciais, camarotes e espaços comerciais do Morumbi, donos de cadeiras cativas, associados do clube, além de uma parcela reservada à torcida visitante, à CBF e agentes públicos.
Os advogados do São Paulo pedem a revogação da liminar, sob o argumento de que, com as entradas esgotadas, não consegue cumprir a decisão, mas a juíza ainda não se manifestou.

