O corpo encontrado dentro de uma geladeira de um apartamento no Sergipe é de um advogado e jornalista gaúcho. A família de Celso Adão Portella, que teria hoje 80 anos, aguarda contato da Polícia Civil para ir ao nordeste do país buscar o corpo e fazer o sepultamento. Ele deixa quatro filhos.
O irmão de Celso, Paulo Portella, conta que ele é natural de Ijuí, no norte do Estado, mas construiu a vida em Porto Alegre, tendo se formado em Direito e Jornalismo.
— Fez toda a vida na Capital. Atuou entre as décadas de 1970 e 1980 nas rádios Farroupilha e Gaúcha. Como advogado, teve um escritório em Porto Alegre. Atualmente, estava aposentado — lembra Paulo.
Ele diz que Celso deixou o Estado em 2001, quando a mãe deles morreu. Ele foi para o Espírito Santo e, depois, os irmãos perderam contato.
— Eu sequer sabia que ele estava em Aracaju. Somos em 12 irmãos, e alguns acabaram se distanciando. Mesmo assim, a notícia foi um choque. Ele sempre foi um irmão muito bom, uma pessoa muito boa — diz Paulo.

