O governo sueco está removendo tablets e telas das salas de aula e voltando a livros, papel e caneta. O slogan oficial é mskärm till pärm”, que significa “da tela para a pasta”. Desde 2025, pré-escolas não são mais obrigadas a usar ferramentas digitais. Em breve, celulares serão proibidos em escolas, mesmo para fins educacionais. O governo já destinou US$ 200 milhões para compra de livros didáticos.
O motivo é a queda nos rankings internacionais de educação. A Suécia foi um dos países europeus que mais adotou tecnologia em sala de aula, mas seus resultados no PISA despencaram em 2012 e voltaram a cair em 2022. Quase 25% dos alunos de 15 e 16 anos não atingiam nível básico de compreensão leitora. Neurocientistas da Universidade Karolinska apontam que leitura em telas dificulta o processamento de informação e pode afetar o desenvolvimento cerebral de crianças.
A indústria de tecnologia reagiu com alarme. A Suécia é a maior fábrica europeia de unicórnios tech per capita, com Spotify e dezenas de outras empresas. Executivos do setor alertam que jovens sem habilidades digitais vão comprometer a inovação do país e que as empresas vão se mudar para onde encontrarem talentos.
O detalhe inteligente: o país que mais apostou em tecnologia na educação agora é o que mais recua. O experimento sueco virou um estudo de caso global sobre os limites da digitalização sem

