Ha 35 anos o Brasil perdia um dos maiores cantores/compositores: Gonzaguinha. Depois de mais de uma semana excursionando no Paraná, o cantor iria de carro até Foz do Iguaçu, onde pegaria um voo para Florianópolis (ele tinha seis shows marcados em Santa Catarina). O autor de “Explode Coração” saiu do Hotel Província às 7h10 daquela segunda-feira, 29 de abril de 1991, há 35 anos. Ele morreu dez minutos depois.
Gonzaguinha estava num Chevrolet Monza com o empresário e advogado Renato Manoel Duarte Costa (único sobrevivente no acidente e hoje residindo em Brasília), além de Aristides Pereira da Silva, organizador da turnê no Sul do país.Eles trafegavam na estrada, entre os municípios de Renascença e Marmeleiro, quando um caminhão atravessou a pista e bateu de no Sul do país. Eles trategavam na estrada, entre os municípios de Renascença e Marmeleiro, quando um caminhão bateu de frente com o carro. O cantor sofreu um traumatismo craniano e foi levado para a Policlínica São Francisco de Paula, em Francisco Beltrão, mas chegou sem vida ao hospital.
O Brasil perdia, então, uma de suas vozes mais queridas. Filho do pernambucano Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, Gonzaguinha foi criado no Morro do São Carlos, no Rio de Janeiro. Nascido em 1946, iniciou a carreira em 1971, com Ivan Lins, Aldir Blanc e César Costa Filho, no Movimento Artístico Universitário (MAU).
Foi um dos artistas a enfrentar a ditadura militar. Teve mais de 50 músicas censuradas.Entre elas, “Comportamento geral”: “Você deve rezar pelo bem do patrão e esquecer que está desempregado”.

