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Ex-camisa 11 do Flu e Fla quer vestir fardão dos imortais

O escritor, jornalista e historiador e ex-ponta-esquerda da Seleção Brasileira de Juniors, Fluminense (época da Máquina Tricolor), Flamengo e Santa Cruz de Recife, José Roberto Lopes Padilha, mais conhecido no mundo do futebo como Zé Roberto, 73 anos, pode ser tornar o primeiro ex-jogador de futebol a ocupar uma das 40 vagas da Academia Brasileira de Letras (ABL). Zé Roberto, nascido e criado em Três Rios, logo depois de Petropolis, no Rio de Janeiro, escreveu uma carta ao atual presidente da ABL, o jornalista e torcedor do Fluminense, Merval Pereira apresentando o seu nome para a disputa da próxima vaga na Academia. Zé Roberto atuou lado de dois craques do futebol brasileiro: Rivelino e Zico, entre outros.

O ex-craque tricolor tem oito livros publicados, dois deles laureados (“Futebol: a dor de uma paixão”, Prêmio João Saldanha de Jornalismo Esportivo, e ” À Beira de um gramado de nervos”, eleito o livro do ano pelo Sindicato dos Treinadores Profissionais do Rio de Janeiro) e seu nome preenche todos os os requisitos solicitados pelo edital da ABL. ” Afinal, no país do futebol, ter uma cadeira que represente tal paixão seria um modo de aproximar o cafezinho, com pão e manteiga na chapa, daquela mesa chique e simbólica. Mesmo que esse imortal, ao trocar o uniforme pelo fardão, seja eu”, diz ele na carta.

A ABL é uma instituição cultural inaugurada em 20 de julho de 1897, sediada na Rio de Janeiro, inspirada na Academia Francesa, foi idealizada por Lúcio de Mendonça e liderada por Machado de Assis, seu primeiro presidente. Seu objetivo é o cultivo da língua e da literatura nacional. A entidade é composta de 40 membros efetivos e perpétuos e 20 sócios correspondentes estrangeiros. Principais marcos e características:Fundação: Criada em uma sessão no Museu Pedagogium, com figuras como Rui Barbosa, Olavo Bilac e Joaquim Nabuco. Desde 1923, sua sede é o Petit Trianon, no Rio de Janeiro, uma réplica do palácio de Versalhes.Evolução: Embora baseada no modelo francês que inicialmente excluía mulheres, a ABL tem se renovado ao longo das décadas, buscando maior diversidade e diálogo com a cultura contemporânea.