A presença de mulheres negras em espaços estratégicos do Judiciário brasileiro ganhou um novo marco após a posse da juíza federal Mara Lina Silva do Carmo na Secretaria-Geral da Enfam.
Ela se tornou a primeira mulher negra a ocupar o cargo em uma das instituições mais importantes da formação de magistrados no país.
A Enfam influencia diretamente a preparação de juízes estaduais e federais que atuam em temas ligados à saúde, educação, segurança pública e direitos sociais.
Além da representatividade racial, Mara Lina também defendeu uma formação mais humanística da magistratura, baseada em ética, escuta ativa e compreensão das diferentes realidades sociais brasileiras.
Segundo dados do CNJ, a magistratura ainda possui baixa representatividade racial, especialmente em cargos de liderança institucional.

