Direito Global
blog

Aumento do número de divórcios no Brasil

Por Sergio Garschagen – As estatísticas oficiais comprovam que o número de divórcios no Brasil aumentou 76% entre 2010 e 2022. Outras estatísticas mostram duas outras realidades: os brasileiros(as) saem das casas dos pais quase aos 30 anos de idade e, por esta razão, se casam mais tarde. Ah! a população também está envelhecendo.

Por que os jovens saem mais tarde de casa? Até os anos 50 do século passado o diploma de curso básico era suficiente para achar um emprego. Nos anos 60 era necessário o segundo grau. Hoje? É preciso um mestrado ou doutorado. O tempo de estudo aumentou.

Na base do puro “achismo” creio, paralelamente aos novos tempos, as mulheres também se emanciparam, profissionalmente e financeiramente falando e, com isto, conquistam a sua independência.

Não carecem mais de um homem ao lado a decidir como administrar a sua vida. Pessoalmente simpatizo com esta nova mulher, emancipada, que se conduz e não se deixa mais ser conduzida. A nova mulher deixa a maioria dos homens, principalmente os machistas, encucados. Admiro muito uma delas, em particular!

Nesse novo contexto, tudo muda e surge um novo mercado: empresas contratadas para comemorar, com festa, os descasamentos. Festeja-se a liberdade, com bolo, amigos e festa a reconquista da liberdade.

As tradicionais festas de debutantes, com baile e desfile das moças aos 15 anos de idade, são raras ou simplesmente não existem mais. As novas meninas almejam conquistar uma profissão.

Como se sabe, o début era a manutenção de uma festa, cujo auge foi atingido no século 19, quando as famílias mais ricas apresentavam as suas filhas, em idade de casar, à sociedade.
Bem, o fato é que casamentos duradouros como os dos nossos avós são cada vez mais raros. Vive-se uma tradição!

Pensando bem, até o Brasil copia os novos tempos e está dividido. De um lado os petistas, adeptos de um bom casamento com o governo. Adoram “boquinhas” ricas, bolsas estatais e nenhum compromisso com o noivo que banca a festa socialista, em que cada um quer garantir um quinhão estatal.

É o socialismo em que os adeptos se “casam” com o Estado machista e controlador e entregam a ele a sua independência.

Do outro lado, as pessoas atualizadas e direitas, que não querem se submeter à coleira do Estado e almejam uma real festa de separação, para que possam seguir as suas vidas sem a dependência de um chefe, eleito ou não, e apostam na sua capacidade de dirigir as suas vidas com independência social e financeira.

Estes são os que apostam no próprio taco e têm confiança na sua capacidade de dirigir a própria vida. Estudam, disputam espaço no mercado competitivo e fazem festa quando se livram dos governos tirânicos.