A CBMM, mineradora dos Moreira Salles, tem tentado impedir, na Justiça mineira, que a concorrente australiana St. George entre em suas áreas em Araxá (Alto Paranaíba) para pesquisar a presença de nióbio. O palco da desavença é uma área de 38 hectares da companhia brasileira, mas cujos direitos minerários pertencem à St. George – empresa que tem como maior acionista Gina Rinehart, a pessoa mais rica da Austrália.
No caso, judicializado em maio do ano passado, a empresa australiana diz que desde setembro de 2024 vem pedindo, sem sucesso, autorização à CBMM para entrar na área a fim de explorar a presença de nióbio. Os australianos argumentam que, por terem o direito minerário sobre a área, a mineradora dos Moreira Salles não pode impedir o acesso ao terreno.
Na ação, os advogados da CBMM dizem que a barragem em questão é alvo de medidas de segurança para evitar a contaminação de bário nas águas subterrâneas da região. O tema é sensível à mineradora, que desde a década de 1980 enfrenta acusações de contaminar as águas termais de Araxá.
Os argumentos da CBMM incomodaram a St. George, que acusou a outra parte de tentar levar à Justiça ao erro e tumultuar o processo. Desde então, o caso foi e voltou da segunda instância.
Em uma das decisões mais recentes, em dezembro do ano passado, três desembargadores do Tribunal de Justiça (TJMG) confirmaram a decisão anterior e deram sinal verde à St. George para fazer as sondagens, desde que sem causar perfurações.

