A “Lei de Bentley” deveria ser copiada pelo Congresso brasileiro:
Uma decisão irresponsável ao volante. Anos depois, aquela perda acabaria dando origem a uma proposta criada para impedir que outras crianças ficassem completamente desamparadas. Em 2021, no Missouri, Estados Unidos, Cecilia Williams perdeu o filho Cordell, a noiva dele, Lacey, e o neto de apenas quatro meses em um acidente provocado por um motorista embriagado. De uma hora para outra, além de enfrentar o luto por três pessoas da família, Cecilia passou a cuidar dos outros dois netos, Bentley e Mason.
Foi então que ela decidiu transformar a dor em uma iniciativa com consequências práticas para quem causa esse tipo de tragédia. Surgiu a chamada “Lei de Bentley”, batizada em homenagem a um de seus netos. A proposta estabelece que uma pessoa condenada por matar um pai ou uma mãe ao dirigir sob efeito de álcool possa ser obrigada a contribuir financeiramente para a criação dos filhos que ficaram órfãos.
A lógica é simples: quando um motorista tira a vida de alguém que sustentava e cuidava dos filhos, as consequências financeiras daquela morte também recaem sobre as crianças. Por isso, a pensão prevista pela iniciativa pode continuar até que o menor complete 18 anos e conclua o ensino médio. Nem mesmo uma eventual prisão necessariamente elimina essa responsabilidadeDependendo das regras adotadas em cada estado, caso o condenado não consiga realizar os pagamentos enquanto estiver preso, a obrigação pode começar depois que ele recuperar a liberdade.
Nem mesmo uma eventual prisão necessariamente elimina essa responsabilidade. Dependendo das regras adotadas em cada estado, caso o condenado não consiga realizar os pagamentos enquanto estiver preso, a obrigação pode começar depois que ele recuperar a liberdade.
O que começou com a luta pessoal de uma avó do Missouri acabou ultrapassando as fronteiras do estado. Com o passar dos anos, propostas inspiradas na Lei de Bentley surgiram em diferentes regiões dos Estados Unidos.

