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Dia de paralisação

A mobilização dos servidores do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) entra em fase decisiva nesta semana. Em cumprimento à deliberação da última assembleia geral promovida pelo Sindiscose no auditório da CUT, os trabalhadores realizam, na sexta-feira (18/09), um dia de paralisação de advertência para exigir a reposição das perdas inflacionárias e o cumprimento da data-base da categoria.

O movimento paredista é resultado direto da recusa da administração do CREA em estabelecer diálogo com os servidores. O conselho acumula dois anos sem a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e, no decorrer deste ano, não concedeu qualquer índice de reajuste aos trabalhadores. A entidade sindical tentou formalizar canais de negociação enviando três ofícios sucessivos à direção do órgão, mas todos os documentos foram ignorados sem resposta formal.

A paralisação de 24 horas marcada para esta sexta-feira foi estrategicamente posicionada para anteceder a reunião plenária do CREA, marcada para o próximo dia 21 de setembro. É no plenário que os conselheiros regionais devem apreciar e votar o orçamento e o percentual de reajuste do corpo funcional. A pressão dos trabalhadores visa assegurar que o plenário aprove a correção com efeito retroativo a 1º de janeiro, respeitando o princípio da data-base.

O desfecho do ato desta sexta-feira e o resultado da votação no plenário pautarão os próximos passos da categoria. Uma nova assembleia geral extraordinária já está convocada para o dia 25 de setembro. Caso as reivindicações salariais não sejam acolhidas e o impasse continue sem solução, os servidores poderão deflagrar greve geral por tempo indeterminado em todo o estado.