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Os 12 réus das Lojas Americanas

A Justiça do Rio de Janeiro tornou oficialmente réus 12 ex-executivos da Americanas em outubro de 2026, acatando a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) decorrente da fraude contábil bilionária revelada pela varejista em janeiro de 2023. A inconsistência contábil foi estimada em cerca de R$ 25 bilhões, mas a dívida total da companhia levou à maior recuperação judicial do país, superando R$ 43 bilhões a R$ 50 bilhões. Impacto econômico avaliado: A Polícia Federal e perícias forenses estimam o dano econômico total em até R$ 54 bilhões, o que motivou medidas de bloqueio de patrimônio autorizadas pela Justiça.

De acordo com as investigações do MPF e da Polícia Federal (Operação Disclosure), o esquema era operado em dois eixos principais pela antiga diretoria: Verbas de Propaganda Cooperada (VPCs) Fictícias: Lançamento de contratos de incentivos comerciais com fornecedores que nunca existiram, inflando artificialmente o lucro em cerca de R$ 21,7 bilhões. Ocultação de Risco Sacado: Operações em que bancos antecipavam pagamentos a fornecedores eram registradas como dívidas operacionais (“fornecedores a pagar”) em vez de empréstimos bancários (mútuos), escondendo R$ 18,4 bilhões em endividamento financeiro. Contabilidade Paralela: Uso de planilhas internas (como a chamada “A vida como ela é”) para gerenciar os números reais de forma oculta em relação ao mercado e aos auditores.

A lista de réus inclui nomes centrais da antiga gestão apontados pelo MPF: Miguel Gutierrez (ex-CEO e apontado como principal articulador), Anna Saicali (ex-presidente da Americanas Digital/B2W) e Timótheo de Barros (ex-vice-presidente). Demais ex-diretores e gerentes: Carlos Padilha, João Guerra, Murilo Corrêa, Maria Christina Nascimento, Fabien Picavet, Raoni Fabiano, Luiz Augusto Saraiva Henriques, Jean Pierre Lessa e Anna Christina Sotero, além de investigações complementares envolvendo acionistas e executivos de instituições financeiras.