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Vice-presidente do Corinthians

A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público contra Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, investigado em um processo sobre supostos desvios de materiais esportivos fornecidos pela Nike ao clube. A decisão, assinada pela juíza Amanda Eiko Sato, da 25a Vara Criminal da Barra Funda, também negou medidas cautelares, como o afastamento do dirigente do cargo e a proibição de contato com testemunhas.

O Ministério Público solicitou a prisão após a demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia do Corinthians e responsável por apresentar informações utilizadas na investigação. Para a Promotoria, o desligamento poderia representar risco à produção de provas e possível interferência no processo. A magistrada, porém, destacou que não foram apresentadas evidências de que Mendonça tenha determinado ou influenciado a demissão. A Justiça também rejeitou um pedido da defesa para afastar o promotor responsável pelo caso.

O dirigente é réu em uma ação que apura o suposto desvio de aproximadamente 131 itens esportivos fornecidos pela Nike, com acusações de apropriação indébita e furto qualificado. Mendonça nega as irregularidades e sustenta que as movimentações dos materiais foram transferências administrativas legítimas, devidamente documentadas. O processo segue em andamento, e a decisão sobre a prisão preventiva não representa julgamento definitivo das acusações.