A comissão avaliadora do projeto “Arte para Transformar: Cada Traço, um Ato de Respeito às Mulheres” realizou a análise das 80 telas produzidas por estudantes de ensino médio de 27 instituições de ensino de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Juazeiro do Norte. As obras, expostas no átrio do 1º andar do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), foram avaliadas com base em três critérios: adequação temática; qualidade técnica e visual; e criatividade e impacto. A banca julgadora dos trabalhos é composta por representantes do Poder Judiciário estadual e das instituições parceiras do projeto: a Secretaria da Educação do Ceará (Seduc), o Serviço Social da Indústria (Sesi), por meio da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), e a Universidade Federal do Ceará (UFC).
“Me surpreendi muito positivamente, porque a gente consegue perceber o nível de engajamento dos estudantes, de empoderamento, de eles saberem reconhecer contextos de violência contra a mulher e, através da arte, reproduzir isso de uma forma libertadora, visando a possibilidades de não violência, de direitos da mulher e de cidadania”, destacou a supervisora educacional de bibliotecas do Sesi Ceará, Thailana Tavares. A visão é compartilhada pela técnica educacional da Coordenadoria de Direitos Humanos, Inclusão e Acessibilidade (CODH) da Seduc, a professora Luiza Ravena Pontes Araújo. Ela se surpreendeu com a qualidade dos trabalhos e a criatividade de cada participante. “São quadros com uma temática bastante relevante e impactante. É muito interessante levar essas temáticas para dentro das escolas para despertar a sensibilidade dos estudantes sobre causas tão importantes para a sociedade”, afirmou.
Representando o Poder Judiciário cearense, a juíza Juliana Porto Sales, auxiliar do 2º e 4º Juizados da Mulher de Fortaleza, enalteceu a expressividade dos trabalhos. “São verdadeiros artistas, souberam expressar muito bem os sentimentos no tocante à violência contra a mulher e aos direitos humanos. Muitos se inspiraram em experiências pessoais e conseguiram colocar tudo isso nas pinturas. A exposição está belíssima e deve ser vista por todos. São obras tocantes, emocionantes e profundas”, salientou.
A titular do 1º Juizado da Mulher de Fortaleza, juíza Rosa Mendonça, reforçou a importância da iniciativa para a prevenção da violência de gênero. “Cada edição é mais impactante que a outra. Essa percepção sobre a violência é, quase 100% das vezes, vivenciada por aquele jovem que faz o desenho. É muito importante levar essa visão para a sociedade e trabalhar junto ao público estudantil, pois eles são os homens e as mulheres de amanhã, para que possamos erradicar ou pelo menos diminuir os índices de violência”, defendeu a magistrada.

