Há dez anos, no dia 28 de novembro de 2016, ocorria a queda do avião da Chapecoense quando o Voo LaMia 2933 caiu em uma região montanhosa conhecida como Cerro Gordo (Cerro Chapecoense), próximo a Medellín, na Colômbia. A aeronave, um Avro RJ85 (matrícula CP-2933), operado pela companhia aérea boliviana LaMia, decolou de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) com destino ao Aeroporto José María Córdova, em Rionegro, região metropolitana de Medellín.
Havia 77 pessoas a bordo (68 passageiros e 9 tripulantes). O acidente resultou na morte de 71 pessoas e deixou 6 sobreviventes. A causa principal foi o esgotamento de combustível (pane seca) e falha humana no planejamento do voo pela tripulação. A tragédia dizimou grande parte da delegação da Chapecoense, que viajava para disputar o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana de 2016 contra o Atlético Nacional, além de jornalistas e tripulantes.
Dos 77 ocupantes, apenas seis pessoas sobreviveram ao impacto:
• Atletas da Chapecoense: Alan Ruschel, Jakson Follmann e Hélio Neto.
• Jornalista: Rafael Henzel (falecido em 2019 em decorrência de um infarto).
• Tripulantes bolivianos: Ximena Suárez (comissária de bordo) e Erwin Tumiri (técnico de voo).
A Conmebol declarou oficialmente a Chapecoense como campeã da Copa Sul-Americana de 2016, atendendo a um pedido do próprio Atlético Nacional. O clube e os familiares das vítimas seguem em processos de memória, homenagens anuais (completando quase uma década de luto e reconstrução) e buscas por reparações judiciais.

