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Gurgel na defesa

Roberto Gurgel apresenta sua defesa junto à CPMI do Cachoeira (Foto:Renato Araújo/ABr)

Em resposta encaminhada à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, se defender das acusações de ser conivente com as atividades do grupo liderado pelo bicheiro goiano Carlinhos Cachoeira. Na semana passada, parlamentares incomodados com a atuação do Ministério Público no caso encaminharam cinco perguntas escritas para o procurador. Eles queriam saber porque Gurgel não acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para denunciar a relação de Cachoeira com parlamentares, já detectada na Operação Vegas, de 2009.

No texto encaminhado a CPMI , Gurgel informa que não procurou o STF porque a Operação Vegas detectou apenas desvios no “campo ético”, insuficientes para a abertura de ação penal no Supremo. Gurgel ainda informa que teria que pedir o arquivamento do inquérito caso os dados fossem enviados ao STF, o que daria publicidade desnecessária ao assunto.

“Constatei que não havia fato penalmente relevante que pudesse ensejar a instauração de inquérito no Supremo Tribunal Federal, especialmente rigoroso na exigência de indícios concretos da prática de crime para autorizar a formalização de procedimento investigatório e diligências invasivas da privacidade do cidadão”, argumentou.

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