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Advogado forja a própria morte

Um advogado que atuava em Pouso Alegre, no Sul de Minas de Gerais, acusado de fazer empréstimos irregulares em nome de empresas que ele assessorava na Bahia, tentou forjar a própria morte para se livrar de uma sentença de prisão expedida pela justiça baiana. Clovis Roberto Czegelski, 34, atuava desde 2005 aplicando golpes. “As empresas de fachada eram uma desculpa para ele fazer empréstimos e ficar com o dinheiro sem ter que pagar”, disse o colega de trabalho do suspeito, o também advogado Fabiano Toledo Reis e Souza”.

Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia, as denúncias contra o advogado foram feitas em 2006, e o réu foi condenado a quatro anos e cinco meses de prisão em regime semiaberto por corrupção ativa e receptação qualificada, em decisão judicial publicada em 2009. Porém, o réu nunca foi encontrado para o cumprimento do mandado de prisão.

Após se mudar para Minas Gerais e receber dois comunicados sobre os mandados de prisão do Tribunal de Justiça da Bahia, em dezembro do ano passado, ele decidiu forjar a própria morte para evitar a condenação. O advogado de Clovis Roberto Czegelski, Luis Renato Leite de Carvalho, apresentou uma certidão de óbito em nome do seu cliente e alegou à Justiça que ele não poderia cumprir a pena por ter falecido.

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