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A mesma expectativa no CNJ

O artigo “A mesma expectativa no CNJ” é de autoria do presidente da OAB do Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadih Damous:

O novo corregedor geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Francisco Faleto, assumiu sob grande expectativa acerca da continuidade que dará, ou não, ao forte trabalho correcional de sua antecessora, Eliana Calmon. Ele deixou claro que seus estilos são bem diferentes, mas garantiu que sim, não tergiversará ante desvios e irregularidades nos tribunais e retirará do Judiciá-rio as “maçãs podres” e a “meia dúzia de vagabundos”, como chamou os maus juízes.

De fato, pouco importa o estilo pessoal do corregedor. Eliana Calmon não se furtou ao barulho da polêmica e até fez dele uma ferramenta de trabalho, ganhando o apoio da mídia e da sociedade. Não recuou ante o ranger de dentes e as ações movidas por entidades da magistratura para questionar a legitimidade de seus atos e investigações. Deixou um trabalho consistente em prol da transparência do Judiciário e deu visibilidade ao que fez. Há muito ainda por fazer.

Falcão já se definiu como alguém mais mediador que sua colega no Superior Tribunal de Justiça. Entre as posições do ex-presidente do STF Cezar Peluso, com quem Eliana Calmon bateu de frente ao defender o poder de investigação do CNJ, e as dela, o corregedor diz preferir um ponto de equilíbrio. Mas garante que dará continuidade à linha de ação da antecessora, e é isto o que importa à advocacia e à sociedade.

Se ele pretende agircom menos alarde para manter e ampliar o espaço e o respeito conquistados nos últimos dois anos pelo CNJ, não faz diferença. Vamos torcer – e acompanhar seu trabalho – para que consiga tornar eficientes as corregedorias estaduais, vencendo resistências há muito arraigadas, corrigindo omissões e punindo ações deletérias. A Ordem dos Advogados o apoiará sempre no bom combate aos privilégios e à cultura de opacidade que ainda vigora em setores atrasados da magistratura.

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