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Da bola para a moto

Bem distante do futebol dos milhões e milhões de euros, dos clubes gigantes e das grandes estrelas está a dura realidade de jogadores que lutam por uma oportunidade de viver todo esse sonho. Mas as chances de construir independência financeira através da bola aparecem para uma parcela bem pequena. No caso do sergipano Denisson, de 26 anos, a situação foi ainda pior. Ele foi obrigado a abandonar a profissão que havia escolhido para buscar um novo rumo para garantir a sobrevivência dele e da família.

Há dois meses, tomou a decisão mais difícil da vida dele. Abandonou a carreira e foi procurar um outro emprego. No lugar dos pés, que um dia foram decisivos, agora ele usa um capacete e uma moto. Como motoboy, recebe um salário de R$1.500, parecido com o que recebia como jogador de futebol. A diferença é que o pagamento agora é sem atrasos.

A última partida oficial de Denisson foi há oito meses, pelo Campeonato Sergipano da primeira divisão, defendendo o Lagarto. O município de Lagarto é onde nasceu o atual presidente da OAB de Sergipe, Henri Clay Andrade.

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