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Cimento e chumbo

Do ex-presidente nacional da OAB, o advogado Cezar Britto: “Eis que leio na revista Super Interessante, da editora Abril, edição 365-A, setembro/2016, p. 40, sobre o mito da inexistência de corrupção durante a ditadura da militar, o seguinte texto:

“Até a década de 1960, as obras da Odebrecht mal ultrapassavam os limites da Bahia. Com o protecionismo de Costa e Silva, começou a dar saltos. Primeiro, construiu o prédio-sede da Petrobras no Rio. Os contratos governamentais na estatal abriram portas para novos projetos, como o aeroporto do Galeão e a usina nuclear de Angra. Assim, de 19a. empreiteira de maior faturamento, em 1971, pulou para a 3a. em 1973, e nunca mais deixou o top 10. Outra beneficiada foi a Andrade Gutierrez.”

Como se vê, o amor da Odebrecht pelo patrimônio brasileiro e o relacionamento fraterno com a Petrobras são sólidos e cimentados com chumbo. E não só o dela.

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