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Terceirização nos presídios

Depois de realizar uma vistoria nos presídios de Manaus, no Amazonas, para verificar a situação das cadeias onde ocorreram rebeliões, que deixaram 64 mortos, os deputados da Comissão de Direitos Humanos da Câmara fizeram um balanço onde criticam a precariedade dos serviços prestados após a terceirização dos presídios.

Segundo o presidente da Comissão, deputado Padre João (PT-MG), após visitar o complexo penitenciário, as famílias dos detentos e se reunir com as autoridades locais, o parlamentar disse que o sistema carcerário ficou mais violento após a terceirização de serviços nos presídios.

“É um pouco, confesso, assustador porque a gente percebe que todo o processo está falido e precisa de correções urgentes em todo o sistema e tudo o que envolve também a vida do preso. Porque o sistema ficou mais violento quando foi terceirizado. Porque quando uma empresa ganha a terceirização elas ‘quarteirizam’ determinado serviço. Você precariza ainda mais: o serviço é pior porque o lucro deve ser maior. Então, é um processo de fato perverso que não cabe. Podemos até discutir terceirização em outros setores, mas no sistema prisional não cabe, não comporta.”

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