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E as mulheres ?

Dos três Poderes da República somente dois – Executivo e Judiciário – foram comandados por uma mulher. O Legislativo – Senado e Câmara dos Deputados – nunca elegeu uma representante do sexo feminino para dirigir as duas casas.

No Palácio do Planalto, a ex-presidente Dilma Rousseff – afastada do cargo no meio do segundo mandato pelo Congresso – foi a única mulher que dirigiu o país. Já no Supremo Tribunal Federal (STF), duas mulheres comandaram a Casa: Ellen Gracie e Cármen Lúcia. Por via de consequência, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também foi presidido pelas duas mulheres que dirigiram o STF. A próxima mulher a dirigir o STF será Rosa Weber mas somente dentro de quatro anos.

Ainda no âmbito do Judiciário – o Superior Tribunal de Justiça (STJ) teve uma única mulher presidindo o segundo mais importante tribunal do país: Laurita Vaz. O Superior Tribunal Militar (STM) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram comandados por três mulheres: Maria Elizabeth, Cármen Lúcia e atualmente por Rosa Weber. O Tribunal Superior do Trabalho (TST), que teve a primeira mulher indicada no Judiciário em Brasília – Cnea Cimini pelo então presidente José Sarney – nunca escolheu uma mulher para dirigir o Judiciário trabalhista.

Com mais de um milhão de advogados inscritos – quase a metade do sexo feminino – a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nunca escolheu uma advogada para comandar o Conselho Federal da entidade.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) – com 14 mil filiados – e a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) também nunca escolheram uma juíza para dirigir as duas entidades que representam a justiça estadual e a justiça federal.

Por sua vez, a Associação Nacional dos Juízes do Trabalho (Anamatra) teve em sua história três mulheres no comando da entidade: Ilce Marques, de Carvalho, Maria Helena Mallmann e mais recentemente Beatriz de Lima Pereira.

Por fim, a Procuradoria-Geral da República teve até hoje somente uma mulher na direção, a atual chefe do Ministério Público Raquel Dodge. Já a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) teve até hoje somente uma mulher dirigindo a entidade: Ela Wiecko Volkmer de Castilho

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