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De pai para filho, com louvor

Filho do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), hoje ministro aposentado Carlos Mário Velloso, o advogado e subprocurador-geral do Distrito Federal Carlos Mário Silva Velloso Filho tem um gosto pelo Direito desde quando era criança em Belo Horizonte onde nasceu em 1963. Torcedor “doente” do Atlético Mineiro, como o pai, Camario – como é chamado carinhosamente pelo amigos – é um dos advogados mais respeitados na capital da República.

Nesta quarta-feira (26) Carlos Mário Filho foi incluído pelos ministros do STF na lista tríplice para compor o TSE como ministro substituto. Foram incluídos ainda a advogada Daniela Teixeira e o advogado Marçal Justen Filho. A lista definida pelos ministros do Supremo será encaminhada ao presidente da República, que escolherá o novo ministro daquela Corte eleitoral dentre os indicados. A vaga no TSE surgiu em decorrência da posse do ministro Sergio Banhos, então substituto, como ministro efetivo, em 16 de maio deste ano.

“Eu me lembro de quando era bem pequeno e entrava na biblioteca do meu pai, onde ele trabalhava, e ficava folheando os autos, os códigos, os processos que ele ia julgar e gostava”, diz Carlos Mário. Tamanha curiosidade refletia no seu desempenho escolar: “Quando eu cursava o primeiro ano do ensino médio no Colégio Marista de Brasília, existia uma matéria chamada educação moral e cívica. A disciplina era ministrada por um advogado que ensinava a organização judiciária brasileira. Eu era o melhor aluno da turma nessa disciplina”.

Tamanho empenho o levou ao curso de Direito. Carlos Mário se formou em 1986, mesmo ano em que teve início o seu concurso para ingresso na carreira de Procurador do Distrito Federal. Começou sua carreira na PGDF ainda muito jovem, aos 25 anos. A pouca idade não o impediu de lidar com processos difíceis: “É claro que, olhando para trás com a experiência que tenho hoje, talvez eu tivesse dado soluções diferentes em determinados processos, mas nunca houve nenhum problema em virtude dessa pouca idade”.

Além do trabalho na Procuradoria, o Subprocurador-Geral do DF sempre buscou atuar em atividades que beneficiassem a classe. Esteve à frente da OAB-DF em cargos importantes, como Vice-Presidente, Conselheiro Seccional e Secretário-Geral da entidade. Também foi Conselheiro Federal da Ordem e Presidente do Centro de Estudos das Sociedade dos Advogados. “Sempre gostei da atividade corporativa, porque acho que você devolve para a sociedade todo o investimento que a sociedade fez em você”, diz Velloso.

O Subprocurador-Geral do DF se sente muito realizado pelo trabalho que desempenha: “É muito gratificante ver o Distrito Federal preservado e saber que certamente há a contribuição de um Procurador do DF nas coisas boas que a gente vê”.

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