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O fim do Itamarati e do Fritz

Tradicional ponto de encontro de juízes, promotores, advogados e estudantes de direito, o restaurante Itamarati, no centro de São Paulo, está fechando as suas portas. É mais uma vítima da pandemia do coronavírus.

Sem condições de pagar o aluguel de cerca de R$ 20 mil, o Itamarati, já demitiu seus funcionários e solicitou à Justiça a rescisão do contrato com a Santa Casa de Misericórdia, proprietária do imóvel, sem o pagamento de multa.

O tradicional restaurante fica localizado no calçadão da rua José Bonifácio, próximo da Faculdade de Direito da USP. Fundado em 1940, o restaurante que recebeu diversos presidentes, governadores e ministros do Supremo, já vinha passando por dificuldades há alguns anos por conta da decadência da região central e da sensação de insegurança.

Em Brasília, outro restaurante, de cozinha tradicional alemã com gosto da Áustria desde 1980, o restaurante Fritz fecha as portas na capital no fim deste mês. Sempre foi muito procurado por membros da magistratura e da advocacia. Até domingo (31), o serviço de delivery do restaurante continuará funcionando e os clientes terão a oportunidade de fazer os últimos pedidos e poder se despedir, guardando na memória a história e o sabor dos pratos.

Mesmo com o peso de seus 90 anos, não havia um dia em que o proprietário do Fritz, Friedrich Klinger, não trabalhasse. Estava no restaurante que fundou há quatro décadas, de domingo a domingo. “Ele era muito trabalhador e inteligente. Veio pra Brasília antes da construção, foi diretor de algumas empresas e depois mudou para mo de restaurante”, afirmou a filha Cristina Klinger.

Em abril do ano passado, um pouco antes do aniversário de 90 anos, no dia 11, ele pegou uma infecção que lhe foi fatal. Para a família, não poder mais trabalhar como antes foi um dos agravantes para o estado de saúde dele.

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