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Contratos são caso de polícia

O site direitoglobal.com.br perguntou para o advogado trabalhista e professor universitário especialista em relações de trabalho, no Rio de Janeiro, Sérgio Batalha, torcedor “doente” do Vasco da Gama, o motivo dos grandes clubes de futebol, principalmente do Rio e São Paulo, venderem, com frequência, por valores milionários em dólares, seus jogadores para o exterior e mesmo assim suas dívidas são milionárias, quase impagáveis:

“As transações e contratos relativos a atletas de futebol profissionais são um caso de polícia. Normalmente, grande parte dos valores envolvidos se perdem no meio do caminho entre os jogadores e clubes. Dirigentes, empresários e procuradores enriquecem, enquanto os clubes se afundam em dívidas. O caso do Cruzeiro é emblemático, como exemplo extremo, do que ocorre em todos os grandes clubes brasileiros. Boa parte dos chamados direitos econômicos (valores de “venda” do jogador) ficam com os empresários, assim como os direitos de imagem, que respondem pela metade ou mais da remuneração do jogador. A maioria só recebe o salário anotado na CTPS, que não é o divulgado nos jornais. É urgente a adoção de um modelo empresarial de controle das contas e transações dos clubes. Defendo no Brasil a adoção do modelo espanhol, no qual os clubes tem uma organização empresarial, mas são obrigatoriamente controlados pelos seus associados.”

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