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Passado controverso de Mima Marys

Michella Marys Santana Pereira, ex-companheira do advogado e ex-juiz presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Roberto Caldas, que o acusou de violência doméstica juntamente com duas ex-empregadas domésticas do casal, já respondeu na justiça criminal, em Maceió, Alagoas, por violência doméstica. Foram lesões corporais gravíssimas contra o ex-marido, Claudiano Pessoa de Lima, e a própria filha, um bebê à época, com menos de um mês de vida. Em uma discussão, ela atirou um caldeirão de água fervente contra o ex-marido e a filha, que estava no colo dele.

Durante o relacionamento com Roberto Caldas, Michella, também conhecida como Mima Marys, alegava ter sido vítima de violência doméstica no primeiro casamento, em Maceió. Mas os autos dos dois processos movidos pelo Ministério Público de Alagoas mostram o contrário. Fotos anexados ao documento exibem queimaduras gravíssimas em 30% dos corpos de Claudiano e da bebê, o que lhes causou deformidades permanentes. Além disso, um parecer pericial apontou não haver dúvida de que ela foi quem jogou a água fervente no ex-marido e na filha. Michella acabou absolvida, por prescrição.

Roberto Caldas está provando na justiça a sua inocência sobre todas as acusações de violência doméstica definitivamente julgadas até o momento ( https://direitoglobal.com.br/12/falsas-denuncias/irineu-tamanini/ ), feitas pela sua ex-companheira e pelas duas ex-empregadas.

Os áudios com discussões do casal, divulgados pela Michella na imprensa, não foram considerados como prova na justiça, porque foram cortados, editados e não foram entregues para perícia conforme Caldas requereu. Michella não passou por nenhum exame de corpo de delito. Apresentou alegação de um machucado no pé perante tabeliã, mas se recusou a tirar fotografia no cartório. Sua versão acabou desmentida por imagens, que mostraram que a lesão teria acontecido dias antes durante uma viagem dela com os filhos em Orlando, nos Estados Unidos.

Uma das ex-funcionárias do casal que iria confirmar uma suposta ameaça de morte que ele teria feito contra a ex-companheira voltou atrás ao ver seu nome mencionado em um telejornal de uma grande emissora. Ela decidiu então revelar à Justiça que aquilo era mentira e se retratou em juízo. A ex-funcionária teria sido convencida por Michella sob o argumento de que Roberto usaria de seu poder econômico para conseguir a guarda dos filhos. O processo está concluso para sentença final, que deve ser proferida neste mês de junho.

As acusações de assédio sexual feitas pelas duas ex-empregadas já foram julgadas na esfera criminal e arquivadas. Uma delas entrou na Justiça do Trabalho pleiteando 200 mil reais pelos mesmos fatos, mas a reclamação foi julgada inteiramente improcedente em primeira instância e ela condenada a pagar 20 mil de honorários de sucumbência. Houve recurso da decisão.

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