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O corintiano Cezar Peluso

Embora tenha inicialmente desejado ser padre e, posteriormente, professor de letras clássicas, Cezar Peluso optou pelo Direito e chegou ao ponto mais desejado da carreira: presidiu o Supremo Tribunal Federal. Peluso completa hoje (03/09), 78 anos. Nascido em Bragança Paulista (SP), Peluso, atualmente aposentado, é dono de uma trajetória profissional invejável, tendo sido relator do processo de extradição do terrorista Cesare Battisti e autor do voto pela obrigatoriedade de o Presidente da República obedecer à ordem de extradição. Peluso tem algumas histórias curiosas ao longo da carreira.

Primeiro porque quase não se tornou o jurista respeitável que é, pois seu desejo no início da juventude era tornar-se padre. Acabou, no entanto, cursando Direito na Faculdade Católica de Direito de Santos, formando-se em 1966. No ano seguinte, já fora aprovado em segundo lugar no concurso para Juiz de Direito do Estado de São Paulo, tendo ingressado na carreira com apenas 25 anos – na época era a idade mínima exigida pela legislação.

A propósito, quando exercia a presidência do Supremo Tribunal Federal, em 2012, Peluso solicitou uma pesquisa sobre o tempo de carreira dos juízes em atividade no país naquele momento. Para sua surpresa, descobriu que, naquela época, quando estava prestes a completar 70 anos de idade, ele era o magistrado com mais tempo de atividade no Brasil, com 44 anos de magistratura.

Outra curiosidade pouco conhecida do ministro Peluso, é que seu pai, Daniel Deusdedit Peluso, era jornalista, tendo sido locutor de rádio em Bragança Paulista. O gosto pelo jornalismo se espalhou pela família, pois tem uma filha, Luciana Peluso, que também seguiu a carreira do avô.

Corintiano, Peluso gosta dos sambas de Beth Carvalho e de Paulinho da Viola. Agora aposentado da magistratura, o Ministro tem se dedicado a alguns antigos hobbies, que os agitados tempos de Supremo Tribunal Federal não permitiam: tocar violão e acompanhar pela TV os jogos de seu time de coração.

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