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105 anos de um bárbaro assassinato

Por Nikão Duarte: O dia 8 de setembro marca um fato histórico de imensa repercussão no Brasil de 1915: o assassinato do senador José Gomes Pinheiro Machado, o mais influente político gaúcho de seu tempo, tempo esse que coincide com o início e a consolidação do Brasil republicano.

O crime foi cometido por Francisco Manço de Paiva Coimbra, no saguão do Hotel dos Estrangeiros, no Rio de Janeiro. Perseguido e preso, o assassino recebeu a condenação a 30 anos de prisão, que cumpriu parcialmente, pois foi favorecido por ato liberatório emitido no Estado Novo (1937/1945) de Getúlio Vargas, ironicamente um herdeiro político de sua vítima. Os funerais ocorreram no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.

Pinheiro Machado nasceu no município gaúcho de Cruz Alta em 8 de maio de 1851. Filho de Antônio Gomes Pinheiro Machado e Maria Manoela de Oliveira Ayres, Pinheiro Machado estudou na Escola Militar e aos quinze anos abandonou o curso para lutar, como voluntário e contra a vontade paterna, na Guerra do Paraguai. Deixou o Exército em 1868 e permaneceu durante algum tempo na fazenda de seu pai, no Rio Grande do Sul, para se recuperar do desgaste físico sofrido em batalha. Após esse período, viajou para São Paulo, onde se formaria em 1878 pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Era conhecido como “o condestável da República”.

Pinheiro Machado está sepultado no Cemitério da Santa Casa, na capital gaúcha

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