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Título de JK no museu do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu, hoje (28), títulos eleitorais de Juscelino Kubitscheck, documentos raros que passam a integrar o acervo histórico do Museu do Voto, criado pela Justiça Eleitoral em 2010. Foram entregues dois títulos: um de 1945, época em que Juscelino foi prefeito de Belo Horizonte (MG); e um de 1957, período em que JK foi presidente da República.

O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, recebeu os documentos do casal Daniela Peón Tamanini Rosales e Jackson Rimac Allanic Rosales, em solenidade que contou com a presença da equipe do Museu.

Durante o encontro, o ministro Barroso enalteceu o valor histórico dos documentos e a importância que terão para a formação das futuras gerações de eleitores. “Juscelino Kubitscheck foi um dos presidentes mais populares do Brasil e um visionário, ajudando a interiorizar a vida brasileira com a construção de Brasília. Agradeço, em nome do TSE, a doação dos títulos, tão representativos para a história eleitoral brasileira”, afirmou.

A história do TSE, órgão máximo da Justiça Eleitoral, entrelaça-se à história da política brasileira, uma vez que parte da construção da democracia e da cidadania no país foi concretizada por meio da atuação do Tribunal.

Segundo Jackson Rimac Allanic Rosales, que ganhou os títulos de um antigo assessor de JK, não há melhor lugar para que a documentação seja armazenada, em segurança, e com a visibilidade que merece. Os documentos pertenciam ao acervo pessoal de Marcial do Lago Filho, filho de Marcial do Lago, secretário particular de JK e ex-presidente da Fundação Casa Popular.

Na cerimônia de entrega, Daniela Peón Tamanini Rosales, ex-secretária de Gestão da Informação do TSE, no período de 2012 e 2013, reforçou o zelo que a área e o Tribunal têm com documentos que retratam a história eleitoral do Brasil e da democracia brasileira.

Para o chefe da Seção do Museu, Admilson Júnior, os títulos de JK certamente serão umas das obras mais raras do acervo e trazem uma alegria grande para a equipe. “Poder contar com essas peças no Museu é uma honra e uma grande responsabilidade, a qual assumimos com a certeza de que o Museu cumpre seu papel de preservar e difundir a história das eleições do nosso país e a memória da Justiça Eleitoral”, disse.

Sobre o Museu

Instalado no edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, o Museu do Voto abriga grande acervo, composto por itens que ajudam a resgatar a memória institucional, bem como a história das eleições no Brasil. Destacam-se aqueles mais diretamente relacionados à natureza do acervo, como títulos eleitorais e urnas convencionais, diplomas presidenciais, protótipos de máquinas de votar e urnas eletrônicas.

Até 1950, as cédulas eleitorais eram impressas e distribuídas pelos próprios candidatos. Em 30 de agosto de 1955, por sugestão do então presidente do TSE, ministro Edgard Costa, o Congresso instituiu, pela Lei nº 2.582, a cédula oficial sob a designação de cédula única de votação para as eleições de presidente e vice-presidente da República. Juscelino Kubitschek foi exatamente o primeiro presidente da República eleito com a nova cédula, em 3 de outubro de 1955.

Juscelino foi o primeiro eleitor ilustre a transferir o seu título de eleitor para Brasília. Em 3 de agosto de 1960, ele teve a sua folha individual de votação encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) para regularização do novo domicílio eleitoral na capital.

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