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Minas Novas, 290 anos

O município mineiro de Minas Novas, no Alto Jequitinhonha, distante cerca de 500 kms da capital mineira, onde nasceu o saudoso ex-ministro da Indústria e Comércio e ex-deputado federal Murilo Paulino Badaró completou este mês 290 anos de fundação. Hoje, um dos seus filhos, Murilo Prado Badaró, enviou mensagem pelo Facebook para os moradores da cidade onde nasceu seu pai.”Parabéns Minas Novas, uma cidade detentora de uma história riquíssima, parabéns prefeito Aécio, parabéns a todos. Estou aguardando com ansiedade a inauguração do memorial cultural da cidade na casa onde moraram meus pais e tive o orgulho de doar para a prefeitura”.

Murilo Paulino Badaró, formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, hoje Universidade Federal de Minas Gerais, em 1955, Badaró iniciou sua trajetória na política em 1958 aos 27 anos como deputado estadual pelo estado de Minas Gerais pelo PSD. Em 1962 foi reeleito com expressiva votação. Foi secretário do governo Israel Pinheiro. Em 1964 repudiou a cassação de Juscelino Kubitschek, cujo discurso lhe rendeu o título de “Protesto de uma Geração”.

Em 1966 candidatou-se a deputado federal, já pela ARENA, sendo eleito com 48.056 votos. Votação expressiva para época. Em 1970 foi eleito novamente deputado federal por Minas Gerais com 40.129 votos. Em 1974 obteve 59.491 votos. Em 1968, o então deputado federal Murilo Badaró votou contra a cassação do Deputado Márcio Moreira Alves. Por consequência, foi afastado da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e ainda teve seu nome na lista para cassação de direitos políticas enviada ao Presidente da República Costa e Silva.

Em 1979 tornou-se senador biônico. No Senado, foi indicado pelo presidente João Figueiredo para ser líder do governo. Além da contribuição para a abertura política iniciada naquele período, Murilo Badaró ainda foi presidente da mais importante comissão do Senado Federal, a Comissão de Constituição e Justiça. Em 1984 foi nomeado pelo presidente Figueiredo ao cargo de ministro da Ministério do Indústria e Comércio. Atuando decisivamente para a salvação da Açominas, que beirava a falência.

Com a morte de Vivaldi Moreira (pai do jornalista Pedro Rogério e avô de outro jornalista, Ulles Moreira, mais conhecido como Zé Maria), Murilo Badaró foi eleito, em 1998, presidente da Academia Mineira de Letras, presidência que perdurou até sua morte, em 14 de junho de 2010, por um infarto fulminante no coração. Seu velório reuniu políticos de diversas vertentes da política nacional, mostrando toda a capacidade de convergência e de conciliação de Murilo Badaró.