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Cassado e agora sessentão

Cassado pelo Senado Federal por quebra de decoro parlamentar, o ex-senador Demóstenes Torres chega amanhã (23) aos 60 anos. Nascido em Anicuns, em Goiás – mesma cidade onde nasceu a ex-presidente do STJ, ministra Laurita Vaz – é advogado (OAB-GO 7148) e procurador de Justiça aposentado do Ministério Público do seu Estado

Demóstenes Torres formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás e ingressou, por concurso, no Ministério Público de Goiás como promotor de justiça em 1983. Foi Procurador-Geral do órgão antes de ocupar o cargo de Secretário de Segurança Pública, entre 1999a 2002, no governo de Marconi Perillo.

Filiado ao DEM, foi eleito senador da República em 2002 com 1 239 352 votos. Concorreu ao governo de Goiás em 2006 mas obteve apenas 3,5% dos votos, ocupando a quarta posição. Ocupou o cargo de presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, a mais importante Comissão da Casa.

Foi cassado pelo Senado Federal no dia 11 de julho de 2012 acusado de ligação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Com isso, o ex-senador ficará inelegível até o ano de 2020, mas pretende recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). Desde o dia 20 de julho de 2012, Demóstenes reassumiu o cargo de procurador no Ministério Público de Goiás.

Em 2018, candidatou-se ao cargo de deputado federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Não conseguindo se eleger, desfiliou-se do partido no dia seguinte às eleições, anunciando sua saída da vida política. Aposentou-se do cargo de procurador de Justiça em 2019 e passou a trabalhar como advogado.

 

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