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CEF deposita dinheiro de bebê

Da coluna Janela Indiscreta, publicada diariamente no site Metropoles e assinada pelo jornalista Caio Barbieri: A Caixa Econômica Federal (CEF)  transferiu, finalmente,  a quantia de R$ 27.958 para que a família da da bebê Ana Vitória Santana Costa, de 1 ano e 10 meses possa custear o tratamento de histiocitose maligna, um tipo de câncer raro no sangue diagnosticado na criança. A medicação custa, aproximadamente, R$ 7 mil ao mês e está em falta na rede pública.

O depósito ocorreuapós o Metrópoles publicar reportagem sobre as dificuldades burocráticas enfrentadas pela família para conseguir a liberação da verba, determinada pela Justiça Federal ainda em 31 de dezembro de 2020.

No último dia 19, o juiz federal Antônio Felipe Amorim Cadete, da Seção Judiciária do Distrito Federal, determinou o sequestro de contas da União e do Distrito Federal, a fim de garantir o cumprimento da ordem. Desde então, a família aguardava o cumprimento da decisão conquistada pela advogada Daniela Tamanini.

Diagnosticada com a patologia, a pequena paciente depende dos medicamentos como forma de controlar os avanços da doença rara e extremamente agressiva. De etiologia desconhecida e com rápida evolução clínica, a incidência da histiocitose em crianças é ainda mais rara, cerca de um ou dois casos para cada 100 mil nascidos vivos.

A menina recebeu o diagnóstico em fevereiro do ano passado e, desde então, luta contra a doença. Ela estava fazendo uso da medicação Zelboraf 240 Mg – Vemurafenibe. A caixa tem 56 comprimidos: o tratamento para quatro meses custa cerca de R$ 30 mil.

A menina utilizou a medicação por oito semanas, tendo apresentado boa resposta e obtido regressão no câncer. Contudo, desde o fim de outubro, o remédio está em falta no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), onde ela recebe as doses.

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