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Dois séculos do Dia do Fico

No próximo domingo, dia 9 de janeiro, completam-se 200 anos do Dia do Fico – data em que o então príncipe regente do Brasil, Dom Pedro de Alcântara, contrariou as ordens portuguesas de retornar à Lisboa e permaneceu no Brasil, em episódio que marcou o início de um processo que terminaria com a Independência do Brasil. O Dia do Fico é um marco no processo de independência do Brasil e aconteceu no Paço Real, localizado na cidade do Rio de Janeiro.

Neste dia, em 1822, o então príncipe-regente Dom Pedro, declarou que permanecia no Brasil e não voltaria mais para Portugal. Suas palavras ficaram célebres: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico”.

A Corte portuguesa queria reverter o estatuto do Brasil novamente para colônia e estava exigindo que D. Pedro voltasse imediatamente para Portugal. Assim, essa frase revela a rebeldia do príncipe regente às ordens da Corte.

D. Pedro de Alcântara disse depois de ter sido convencido por 8 mil assinaturas que pediam para que ele ficasse no Brasil. Esse abaixo-assinado foi promovido pelos liberais radicais que, juntamente com o Partido Brasileiro, já vinham tentando manter a autoridade do Brasil.

Na data, que ficou conhecida historicamente como o Dia do Fico, D. Pedro fortaleceu o movimento separatista no Brasil, até então considerado uma extensão de Portugal. É por esse motivo que esse dia é tão importante para o Brasil.

O Dia do Fico representa um dos mais importantes passos rumo à independência do país, o que aconteceu no dia 7 de setembro desse mesmo ano, 1822.

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