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“D. Pedro I, gratidão dos brasileiros”

A estátua equestre de dom Pedro I (1798 – 1834), primeira escultura pública do Brasil, foi inaugurada na praça da Constituição, atual praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro, em 30 de março de 1862, e uma grande festa cívica aconteceu na cidade para celebrar o evento. A inauguração consagrou a afirmação da escultura pública no Brasil e instalou uma tradição que atravessou os tempos até os dias de hoje. A inauguração estava programada para se realizar no dia 25 de março, data da ratificação da constituição brasileira de 1824, mas fortes chuvas adiaram o evento para o dia 30 de março . O monumento foi colocado de frente para a rua da Imperatriz em direção a então sede da Academia Imperial de Belas Artes. Do outro lado, a rua Sete de Setembro, estabelecendo a ligação com a sede do governo, que ficava no largo do Paço.

A ideia do projeto de construção de uma estátua em homenagem a dom Pedro I havia surgido, por iniciativa da Câmara Municipal, em 1825, 38 anos antes da inauguração do monumento. A Brasiliana Fotográfica lembra a efeméride com a publicação de três fotografias da estátua: uma de Augusto Stahl (1828 – 1877), uma de Manoel Banchiere, que nessa época possuía um estabelecimento fotográfico na rua do Hospício, 104, e uma de Micheles. Na estátua, esculpida pelo francês Louis Rochet (1813 – 1878), que foi agraciado com a comenda Ordem de Cristo (Diário do Rio de Janeiro, 1º de abril de 1862, na primeira coluna), dom Pedro I está proclamando a Indep endência do Brasil com o Manifesto às Nações na mão.

No monumento, as principais datas da vida do homenageado estão inscritas no gradil: 12 de outubro de 1798 (nascimento) – 6 de novembro de 1817 (casamento com dona Leopoldina) – 9 de janeiro de 1822 (Dia do Fico) – 13 de maio de 1822 (tornou-se Defensor Perpétuo do Brasil) – 12 de outubro de 1822 (aclamação como imperador do Brasil) – 1 de dezembro de 1822 (coroação) – 25 de março de 1824 (ratificação da primeira Constituição brasileira) – 17 de outubro de 1829 (casamento com dona Amélia). No pedestal, há imagens de animais e índios em quatro alegorias dos rios nacionais. A do rio São Francisco traz um índio sentado perto de uma capivara e de um tamanduá bandeira; a do rio Madeira, é representanda por índio com arco e flexa em um movimento de disparo junto a uma ave, um peixe e uma tartaruga; a do rio Amazonas mostra uma índia com uma criança nas costas, un índio com os pés sobre um jacaré e uma arara; e, finalmente, a do rio Paraná tem como alegoria um índio segurando uma flexa e uma índia.Os brasões das vintes províncias imperiais também estão representados.

Abaixo da estátua está escrito “D. Pedro I, gratidão dos brasileiros”.

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