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A destruição das falésias no Espírito Santo

Dona de extensa faixa do litoral brasileiro que atrai centenas de milhares de turistas todo verão, especialmente os de Mina Gerais, o estado do Espírito Santo vem tendo sua costa ameaçada por um processo crescente de erosão, sem que providências mais sérias para conte-lo sejam tomadas por empresários e autotidades. A destruição de falésias capixabas pelas ondas do mar atingem sobretudo praias que recebem grande fluxos turísticos no verao e nas férias escolares de julho, como Guarapari, Marataizes, Itapemirim, Piúma e Presidente Kennedy, no seu litoral Sul.

Guarapari teve engolida recentemente a sua praia de Meaípe, que já foi considerada uma das mais belas do Brasil e destino do righ society mineiro. Não existe mais, foi aterrada e na antiga avenida à beira-mar construída uma amurada para conter a violência das águas do Atlântico. Marataizes, mais so sul, enfrentou por anos o avanço e as ressacas do mar, até que teve de ceder parte de suas praias de areias para um grande aterro erguido por oceanografos australianos. No centro de Guarapari, a centenária praia da Areia Preta, uma das preferidas dos mineiros, onde as falésias já vêm sofrendo há tempos com a erosão e as praias com as sombras que impedem o sol de chegar do mar no meio da tarde, por conta de imensos arranha- céus erguidos pela especulação imobiliária – viu recentemente ruir parte de seu calçadão.

Agora pra coroar o processo de degradação a beira-mar, a Marinha está levando a leilão a área do centenário e famoso Clube Siribeira ( já recebeu celebridades cimo Garrincha e Elza Soares num de seus animados carnavais), que fica situado numa península entre as praias de Areia Preta e Catanheiras. O lance mínimo é de R$ 24 milhões. Em meio a todo esse processo de erosão das praias capixabas, alguém se arrisca?

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