O escritor, dramaturgo, ator e compositor Luiz Felipe Leprevost, eleito para ocupar a cadeira de número 17 da Academia Paranaense de Letras, tomou posse na manhã deste sábado (29). A Academia, composta por quarenta cadeiras, entre eles o renomado ex-presidente Ernani Buchmann ( ocupante da cadeira número 2), representa as 24 academias de letras e instituições literárias do Estado frente à Academia Brasileira de Letras.
Ele agora ocupa a cadeira cujo Patrono é Eusébio da Motta e que teve como último ocupante Clemente Ivo Juliatto. A saudação foi do Acadêmico Paulo Venturelli, ocupante da Cadeira no 5. Com o ingresso, Leprevost passa a ser colega de Luci Collin, Etel Frota, Paulo Venturelli e Laurentino Gomes, entre outros autores de renome das letras do estado.
Luiz Felipe Leprevost nasceu em 1979, em Curitiba. É bacharel em artes cênicas. Mestrando em Teoria Literária e Escrita Criativa. Diretor da Biblioteca Pública do Paraná. Assina a coluna Esquetes de Curitiba, no jornal ‘Indústria & Comércio’, em que publica crônicas às segundas-feiras. Ele tem publicados os romances ‘Dias Nublados’ e ‘E se contorce igual a um dragãozinho ferido’ (ambos pela Arte & Letra), além dos contos de ‘Inverno dentro dos tímpanos’ (Kafka, 2008), ‘Barras antipânico e barrinha de cereal’ (Medusa, 2009), ‘Manual de putz sem pesares’ (Medusa, 2011), ‘Salvar os pássaros’ (Encrenca, 2013) e os livros de poemas ‘Uma resposta difícil’ (Arte & Letra, 2019), ‘O Poeta queima voluntariamente’ (Arte & Letra, 2020), ‘Ode mundana – revista e ampliada’ (Kotter, 2020) e ‘Tudo urge no meu estar tranquilo’ (Arte & Letra, 2023).
Como dramaturgo, foram publicadas e encenadas as peças ‘Hieronymus nas masmorras’ (ed. Sete Letras), ‘Silhueta humana começa a ser desenhada — Medéia’ (Prêmio Oraci Gemba), ‘O Butô do Mick Jagger’, ‘Na verdade não era’, ‘Pecinhas para uma tecnologia do afeto’, ‘Bernard Só’ e ‘Aqui é minha casa’. Além dessas obras, o acadêmico publica semanalmente crônicas no jornal ‘Industria & Comércio’, que sairão em livro agora no segundo semestre, pela Singélida Edições. Luiz Felipe Leprevost contou que está trabalhando em um novo projeto. “Também venho trabalhando em um livro de contos e em um romance, ambos iniciados durante a pandemia. Vamos ver se consigo finaliza-los até o fim do ano”, disse.
Como ator, seus trabalhos mais recentes foram em ‘Hamlet’ e ‘Angels in America’, nas montagens da Armazém Companhia de Teatro, companhia em que esteve de 2017 a 2019 e com a qual se apresentou em 15 cidades do país e em uma turnê na China. No circuito musical, participou, como compositor ou intérprete, em álbuns e shows próprios e das bandas MUV, Regra-4, A Banda Mais Bonita da Cidade, Grupo Fato e dos artistas Alexandre Nero, Troy Rossilho, Alexandre França, Octávio Camargo, Antonio Thadeu Wojciechowski, Carlito Birolli, Cauê Menandro, Eugênio Fim e Lula Ribeiro, entre outros.
A Academia Paranaense de Letras (APL) foi fundada em Curitiba, em 26 de setembro de 1936, resultado de esforços liderados pelo Professor Doutor Ulysses Falcão Vieira para que o Estado tivesse uma entidade cultural representativa. Desde seu nascimento, as atividades da Academia Paranaense de Letras nunca foram interrompidas. Passaram pelas suas cadeiras figuras das mais ilustres e outras, de grande relevo, ainda as ocupam. Ao longo dos tempos, a diretoria teve diferentes composições. Com a responsabilidade de ir sempre adiante, mas sem deixar para trás a história, a arte, a ciência, a imaginação: a cultura paranaense.

