A ex-presidente do STF e do TSE, ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha exaltou a cidade de Cachoeiro do Itapemirim (ES). Ela participava de I Encontro Nacional de Gestores da Cultura, em Vitória, quando o cantor Silva interpretou uma música e despertou lembranças, quando soube que o autor era cachoeirense, cidade que marcou sua adolescência por ser berço de tantos artistas que admira. “Hoje ouvi o Silva cantar Sérgio Sampaio, me disseram que era de Cachoeiro, continuo achando que é coisa grave Cachoeiro”, disse a ministra, no primeiro dia do I Encontro Nacional de Gestores da Cultura, que aconteceu no Teatro Universitário (Ufes), em Vitória.
“Na minha adolescência, eu pensava: se não era a capital, seguramente uma das cidades mais importantes do Brasil era Cachoeiro de Itapemirim. Eu achava: o Brasil começa e termina em Cachoeiro. Todo mundo importante era de Cachoeiro”, declarou Cármen Lúcia, que palestrou sobre direitos culturais no evento. Ela – que é mineira, de Montes Claros – citou alguns dos marcantes nomes. “Porque Roberto Carlos era de Cachoeiro, Carlos Imperial era de Cachoeiro, Nara Leão era de Cachoeiro, Rubem Braga, que é esta enormidade, era de Cachoeiro. Hoje eu vi que Cachoeiro continua importantíssimo, tanto que Sérgio Sampaio estava na ordem do dia”.
A ministra ainda provocou muitas risadas ao narrar que: “em uma determinada ocasião, Rubem Braga escreveu uma crônica, entre as maravilhas que ele escreveu, dizendo que as três melhores, as mais importantes cidades do mundo, eram Paris, Veneza e Cachoeiro de Itapemirim. Aí, recebi uma carta de um amigo de juventude de Cachoeiro de Itapemirim que perguntou: o que Veneza está fazendo antes de Cachoeiro?”.

