A ação do tempo, ao longo de 107 anos, amarelou as páginas e enfraqueceu a visibilidade das palavras escritas nos documentos que registram a história de fundação e instalação da comarca de Chapecó, no Oeste. Para garantir a preservação e o acesso às futuras gerações, duas servidoras de Chapecó se dedicaram à digitalização de 30 cadernos, na época chamados de livros, em que foi escrito à mão todo o movimento de instalação da comarca e construção do fórum. Outra relíquia preservada são os processos feitos a punho, desde a abertura da ação até o arquivamento.
Foram meses de trabalho para digitalizar os documentos elaborados no período compreendido entre 1917 e 1960. Nos últimos anos, a datilografia já substituía a caneta, mas as peças judiciais eram coladas nos livros. Sem conhecer propriamente técnicas de preservação de arquivos, Leoni Rodrigues dos Santos e Hedvig Olga Kottwitz encontram meios e maneiras de acordo com a necessidade para resgate de cada peça. Por conta do tamanho dos cadernos, foi preciso fazer cópia das páginas em duas etapas. Depois, as cópias é que foram digitalizadas

